No canto da plataforma,
Um detalhe reluz:
Uma geladeira verde
Que o olhar seduz.
Não é o verde das plantas
Que a terra emana,
É o verde da esperança
Na rotina humana.
Por trás daquela porta que se abriu,
Um convite singelo se vestiu.
Poucos livros ali, em silêncio profundo, letras entrelaçadas para mudar o mundo.
O livro ali guardado busca ressonância,
Encontrar o eco de uma história de infância
Ou o reflexo de um peito que chora e que ama.
É a esperança verde que o caminho aclama.
Na estação de Maceió,
Para quem quiser ver,
A vida pulsa no espaço
Que nos faz ler.
Mônica Rufino 17/10/2026 – Médica | Docente | Escritora
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