Quando dores migratórias, formigamentos, fadiga e noites sem descanso deixam de ser episódios e se tornam presença, o corpo começa a falar. Nesta autobiografia sobre fibromialgia, a autora revisita o diagnóstico, as perdas invisíveis e o impacto da condição no trabalho, na família, nas emoções e na própria identidade.
Médica, mãe e cuidadora, Mônica Rufino relata como cuidar de todos a afastou de si mesma. A piora dos sintomas no climatério, os traumas físicos, a ansiedade, o isolamento e a redução da mobilidade revelam uma experiência humana na qual a dor crônica ultrapassa o corpo e transforma a maneira de viver.
A reconstrução surge por meio dos três Rs:
- Ressignificar é dar novo sentido à dor e às perdas.
- Resiliência é mudar comportamentos para continuar de outra forma.
- Resistência não significa suportar mais sofrimento, mas investir na vida, respeitar limites e preservar a autonomia possível.
Entre pausas, ajuda compartilhada, movimento adaptado e decisões de autocuidado, a autora aprende a não caminhar sozinha. Sua experiência pessoal promove conscientização sobre fibromialgia sem apresentar fórmulas prontas: mostra que reconquistar a si mesma pode começar antes que a dor desapareça completamente.
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