A homeopatia nasceu no final do século XVIII através do médico alemão Samuel Hahnemann (1755-1843). Insatisfeito com as práticas médicas da época, que incluíam sangrias e uso de substâncias tóxicas, Hahnemann buscava alternativas mais suaves de tratamento. Em 1790, enquanto traduzia um texto médico, ele questionou a explicação sobre o uso da quinina contra a malária. Decidiu experimentar a substância em si mesmo, foi quando observou que ela produzia sintomas semelhantes aos da malária em pessoas saudáveis.
Dr Samuel Hahnemann, pela experimentação, confirmou a Lei dos Semelhantes, que foi dita por Hipócrates, o pai da Medicina, já a.C.: “similia similibus curantur” (semelhante cura semelhante). Segundo este conceito, uma substância que causa determinados sintomas em pessoas saudáveis poderia curar esses mesmos sintomas em pessoas doentes, se administrada em doses muito pequenas. Durante anos, Hahnemann testou diversas substâncias em si mesmo, em sua família e em voluntários, registrando meticulosamente os sintomas que cada uma provocava.
Outro pilar da homeopatia desenvolvido por Hahnemann foi a “dinamização” ou “potencialização” (processo de diluição e agitação sucessivas das substâncias), que, segundo ele, aumentaria o poder curativo enquanto eliminaria os efeitos tóxicos. Em 1810, publicou o “Organon da Arte de Curar”, obra fundamental que sistematizou os princípios da homeopatia. O sistema se espalhou pela Europa e, posteriormente, pelo mundo todo, mantendo-se até hoje.
A homeopatia chegou oficialmente ao Brasil em 1840, trazida pelo médico francês Jules Benoit Mure, discípulo direto de Hahnemann. O país se destacou no reconhecimento desta prática: em 1980, o Conselho Federal de Medicina reconheceu a homeopatia como especialidade médica, seguido pelo Conselho Federal de Farmácia em 1992, pelo de Medicina Veterinária em 2000 e pelo de Odontologia em 2015.
O marco mais importante foi a publicação em 2006 da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS, que oficializou a oferta de homeopatia na rede pública de saúde, com ênfase na atenção primária. Mais de 80% dos municípios brasileiros oferecem alguma PICS, como homeopatia, acupuntura, fitoterapia, reflexoterapia, terapia de florais, etc. As PICS estão presentes em mais de 3.000 municípios, principalmente na Atenção Básica (UBS).
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